O atual conflito entre Washington e Teerã é algo que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu que não aconteceria, afirmou o jornalista Tucker Carlson em entrevista ao The Economist nesta quinta-feira (19).
"Essa guerra é algo que ele prometeu que não faria. Não uma, mas inúmeras vezes", declarou à editora-chefe da revista, Zanny Minton Beddoes, ao ser questionado se acredita que o presidente traiu o lema "EUA em primeiro lugar".
Na opinião de Tucker Carlson, "não há dúvida de que mudar o regime no Irã beneficia os EUA". "E, se houver algum argumento contrário, eu gostaria de ouvi-lo. E, aliás, se esse argumento for sensato e convincente, eu o apoiarei", acrescentou.
Ele também classificou como "insultante" o argumento de que o programa nuclear do Irã representava uma ameaça para os Estados Unidos e que, por esse motivo, Washington teria lançado uma guerra em grande escala contra a República Islâmica. "Ninguém sequer sustenta isso, porque é uma estupidez e os fatos não corroboram", afirmou.
"Interesses de Israel acima dos nossos"
Segundo o jornalista, Washington lançou essa ofensiva porque "Israel queria fazê-lo". "Eles escolheram o momento. Ninguém discute isso. E o momento, na guerra como na vida, é tudo, e determina o resultado. E não haviam pensado bem no que aconteceria depois. Os israelenses não haviam feito isso, e nós também não, porque não tivemos tempo", afirmou.
Carlson reiterou que o atual conflito contraria claramente o que foi prometido por Donald Trump e a ideia de que os líderes devem priorizar os interesses de seus próprios cidadãos em relação aos de outros países. "Colocamos os interesses de Israel acima dos nossos", concluiu.