
África pressiona ONU a classificar escravidão como 'o pior crime da humanidade'

Advogados africanos apoiaram a iniciativa do presidente de Gana, John Dramani Mahama, de propor na ONU o reconhecimento do tráfico e da escravidão de africanos como "o crime mais grave" contra a humanidade, informa o portal Graphic Online.
Em comunicado divulgado na quarta-feira (18), a União Pan-Africana de Advogados (PALU) declarou apoio à resolução, afirmando que a classificação representa "uma articulação da verdade".
A proposta deve ser apresentada na Assembleia Geral da ONU e busca impulsionar reparações para a África e sua diáspora, com foco nos impactos da colonização, tráfico transatlântico de escravos e apartheid.

Segundo a PALU, o debate está previsto para quarta-feira (25) e representa "uma oportunidade histórica" para reposicionar o debate internacional sobre memória e justiça histórica.
A entidade afirmou que a escravidão racializada foi um crime absoluto "comparável a nenhum outro senão a si próprio" e expressou apoio a Gana, em nome da União Africana.
A PALU instou os Estados-membros da ONU a votarem a favor da resolução, alertando que a rejeição colocaria países "no lado errado da história" e perpetuaria distorções irreparáveis.
