
'Estamos discutindo como ajudar Cuba nesta situação tão difícil' — Kremlin

O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, reafirmou nesta quinta-feira (19) o apoio de Moscou a Cuba diante da difícil situação que o país atravessa, agravada pelo aumento da pressão econômica exercida pelos Estados Unidos.
"Estamos em diálogo constante com a liderança de Cuba e, é claro, estamos discutindo como ajudar a ilha nessa situação tão difícil", declarou.
🇷🇺 'Estamos discutindo como ajudar Cuba nesta situação tão difícil' — KremlinO porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, afirmou que Moscou mantém apoio a Cuba diante da situação econômica enfrentada pelo país sob pressão dos Estados Unidos.Veja: https://t.co/wwL7UC8kl8pic.twitter.com/did2jiL2Xz
— RT Brasil (@rtnoticias_br) March 19, 2026
Em declarações anteriores na terça-feira (17), o porta-voz também afirmou que a Rússia está disposta a oferecer "toda a ajuda possível" à nação caribenha. "Todas essas questões estão sendo discutidas com nossos colegas cubanos", explicou.
Além disso, Peskov ressaltou que "Cuba é um Estado independente e soberano que enfrenta grandes dificuldades econômicas devido ao embargo sufocante imposto ao país", razão pela qual "estão surgindo sérios problemas humanitários".

Ameaças de Trump a Cuba
- No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
- Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
- Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
- "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
- Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.
