Irã ataca segunda refinaria israelense

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou que, durante a 65ª onda da "Operação Verdadeira Promessa 4", a refinaria israelense de Ashdod foi atacada, na quarta-feira (19), com mísseis guiados de precisão. Ela é considerada um dos pilares do setor de refino de petróleo do país.
Também foram atingidos diversos pontos de segurança e centros de apoio militar israelenses na região. Nesta fase, o CGRI indicou que foi utilizado, pela primeira vez, o sistema Nasrallah, uma versão aprimorada do míssil guiado Ghadr.
Da mesma forma, o comunicado aponta que mísseis de médio alcance Qiam e Zolfaghar foram empregados contra ativos de interesses dos Estados Unidos, incluindo a base de Al Kharj, descrita como um centro fundamental de suprimento de combustível para aeronaves como F-16, F-35 e aviões de reconhecimento AWACS, bem como as bases de Sheikh Isa e Al Dhafra.
Anteriormente, as forças iranianas também anunciaram uma operação de retaliação contra uma refinaria em Haifa, que fornece entre 50% e 60% do combustível do país. Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, é possível ver várias colunas de fumaça no local do impacto.
WATCH: Smoke rises from Israel's Haifa refinery following Iranian missile hit. pic.twitter.com/4XVwjhmD4z
— Clash Report (@clashreport) March 19, 2026
O ataque a South Pars
O ataque iraniano ocorre logo após South Pars — o equipamento iraniano da maior jazida de gás natural do mundo, compartilhada com o Catar do outro lado do Golfo Pérsico — ter sido atacado no dia anterior por Israel.
Várias seções de South Pars foram fechadas após os bombardeios. Os trechos em questão foram colocados fora de serviço para controlar incêndios e evitar a propagação do fogo. Posteriormente, foi informado que a situação no local estava sob controle, enquanto as equipes de bombeiros procediam com a extinção das chamas.
Mais tarde, as autoridades catarianas denunciaram um "brutal ataque iraniano" contra a cidade industrial de Ras Laffan, um dos complexos de gás natural liquefeito mais importantes no território do Catar.
A empresa estatal de petróleo e gás do país árabe informou que os fatos resultaram em incêndios que geraram "danos consideráveis" nas instalações; no entanto, "toda a equipe está a salvo e, até o momento, não foram relatadas vítimas".
