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China responde duramente às acusações de Stoltenberg sobre o conflito ucraniano

Jens Stoltenberg ameaçou "impor um preço" a Pequim por supostamente fornecer ajuda militar à Rússia.
China responde duramente às acusações de Stoltenberg sobre o conflito ucranianoGettyimages.ru / VCG

A OTAN deveria fazer uma autorreflexão ao invés de caluniar e atacar arbitrariamente a China, declarou o porta-voz da Chancelaria chinesa, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira.

"Aconselhamos as partes relevantes a parar de culpar e semear a discórdia, não colocar lenha na fogueira e instigar o confronto entre os lados, e fazer algo prático para uma solução política para a crise", acrescentou Lin Jian.

Além disso, o porta-voz disse que a comunidade internacional tem uma opinião sobre o papel da OTAN na crise da Ucrânia. Nesse contexto, ele descreveu a aliança como um "produto da Guerra Fria", e lembrou que ela é o maior grupo militar do mundo.

Lin Jian então afirmou que a China não é criadora nem parte do conflito ucraniano, e sempre esteve comprometida com a promoção da paz. Tanto a postura objetiva e justa do gigante asiático quanto seu papel construtivo foram amplamente reconhecidos pela comunidade internacional, disse ele.

Os comentários foram feitos em resposta ao secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, que acusou Pequim de "alimentar o maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial", em referência à situação ucraniana. Stoltenberg também ameaçou que "a menos que a China mude de rumo, os aliados terão que impor um preço" por supostamente fornecer assistência militar à Rússia.