O Ministério Público do Trabalho (MPT) prepara uma campanha para alertar, às vésperas das eleições, sobre o assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A data oficial de lançamento ainda não foi definida, mas o órgão já divulgou informações em suas redes sociais.
Assédio eleitoral, segundo o procurador e coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT, Igor Sousa Gonçalves, é "a conduta do empregador que, de algum modo, constrange o trabalhador ou a trabalhadora em relação à sua orientação política, dentro de um contexto eleitoral".
Ele explica que a prática cerceia a liberdade de expressão e pode pressionar o empregado a votar ou não em determinado candidato.
Para Gonçalves, o assédio eleitoral "é um problema para o Brasil, não só para os trabalhadores, mas também para a própria democracia. A liberdade de pensamento é um direito dos mais fundamentais".
Ele comparou a prática a um "voto de cabresto moderno", referência à República Velha, quando chefes políticos controlavam o voto de seus subordinados.
O MPT orienta que casos de assédio eleitoral sejam denunciados pelo portal do órgão, na aba "Denuncie".