O programa de mísseis do Paquistão, que está em constante evolução, representa uma ameaça potencial para os EUA, afirmou a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, no Relatório Anual de Avaliação de Ameaças de 2026 publicado na quarta-feira (18).
"O desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance pelo Paquistão poderia incluir mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) com alcance capaz de atingir o território nacional [dos EUA]", observou.
Gabbard também afirmou que é esperado que as ameaças de todos os adversários dos EUA aumentem, passando de mais de três mil mísseis atuais para mais de 16 mil até 2035.
O especialista Shuja Nawaz, sediado em Washington, afirmou ao portal Dawn News que isso "dá continuidade à análise do governo Biden, que impôs sanções a instituições paquistanesas e tentou restringir a aquisição de novas tecnologias".
Relações complexas
As relações entre Washington e Islamabad têm sido marcadas por altos e baixos nas últimas décadas. O Paquistão foi aliado dos Estados Unidos durante a Guerra Fria e aderiu a várias iniciativas lideradas por Washington, incluindo a Organização do Tratado do Sudeste Asiático (SEATO) e a Organização do Tratado Central (CENTO).
Os EUA declararam o Paquistão como um importante aliado não pertencente à OTAN em 2004, embora mais tarde tenham acusado Islamabad de apoiar o Talibã e de prejudicar os interesses dos EUA no Afeganistão até o fim da incursão militar americana no país em 2021.
No início de 2026, Islamabad aderiu ao Conselho da Paz do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem como objetivo supervisionar a reconstrução pós-guerra de Gaza.
O país do sul da Ásia mantém relações estreitas com a China e aderiu à iniciativa "Cinturão e Rota". O Paquistão também membro de pleno direito da Organização de Cooperação de Xangai (OCX).