
Trump ameaça explodir maior campo de gás natural do mundo

Em publicação no Truth Social na quarta-feira (18), o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou destruir o South Pars, a parte iraniana do maior campo de gás natural do mundo, compartilhado com o Catar do outro lado do Golfo Pérsico, caso Teerã volte a atacar a infraestrutura energética catari.

"No caso [de um ataque iraniano contra o Catar], os EUA, com ou sem a ajuda ou o consentimento de Israel, explodirão todo o campo de gás de South Pars com uma força e um poder que o Irã nunca viu nem testemunhou antes", declarou.
Trump afirmou que não deseja autorizar "esse nível de violência e destruição devido às implicações de longo prazo que isso teria para o futuro do Irã", mas que, se o gás natural liquefeito do Catar for novamente atacado, não hesitará.
Ao se referir ao ataque lançado por Israel contra South Pars na quarta-feira (18), Trump justificou que foi uma resposta violenta motivada pela "ira" diante da situação e garantiu que o país judeu não atacará o campo novamente, devido a "enorme importância e valor", a menos que Teerã "decida imprudentemente atacar um país totalmente inocente, neste caso o Catar".
Trump também afirmou que não tinha conhecimento algum do ataque israelense, da mesma forma que o governo do Catar "não tinha a menor ideia de que iria ocorrer".
Ataques contra a infraestrutura energética
Diversas áreas do campo de gás de South Pars — o maior do mundo — foram paralisadas no Irã na quarta-feira (18) após ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel, informou a agência de notícias Fars, citando autoridades locais. As áreas afetadas foram desativadas para controlar o incêndio e impedir sua propagação. A situação no local está sob controle e os bombeiros trabalham para extinguir as chamas.
Por conta disso, Teerã alertou cidadãos e trabalhadores a se afastarem de várias refinarias e complexos petroquímicos na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, alertando que essas instalações se tornaram "alvos diretos e legítimos" que serão atacados nas próximas horas.
Como resultado, o Irã lançou na noite de 18 para 19 de março uma onda massiva de ataques que teve como alvo, segundo Teerã, "instalações petrolíferas ligadas aos EUA" no Oriente Médio. Foram atacadas uma planta de produção de gás natural liquefeito no Bahrein, várias instalações de gás natural liquefeito (GNL) no Catar e instalações energéticas da Arábia Saudita, entre outras.
A empresa estatal de energia do Catar, a QatarEnergy, afirmou que ataques com mísseis iranianos atingiram várias instalações de GNL, provocando grandes incêndios e danos consideráveis. "Além do ataque anterior perpetrado na quarta-feira, 18 de março de 2026, contra a cidade industrial de Ras Laffan, que causou danos significativos à planta de GNL de Pearl, a QatarEnergy confirma que, na madrugada de quinta-feira, 19 de março de 2026, várias de suas instalações de gás natural liquefeito (GNL) foram alvo de ataques com mísseis, o que provocou incêndios de grande magnitude e danos adicionais consideráveis", diz o comunicado no X.

