Em postagem no Telegram nesta quarta-feira (18), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel denunciou o fechamento da embaixada da Costa Rica em Havana, declarando que a medida visa fechar o cerco contra Cuba.
"Rejeitamos a decisão unilateral do governo da Costa Rica de rebaixar o nível das relações com Cuba, limitando-as ao âmbito consular, sem qualquer argumento ou justificativa", escreveu o presidente.
Díaz-Canel acrescentou que a medida "trata-se de um ato hostil, que responde a evidentes pressões do governo dos EUA, como parte de sua renovada ofensiva para tentar somar outros países à sua política fracassada contra Cuba".
O presidente cubano afirmou que aqueles que promovem ações do tipo "se chocarão contra a solidez das relações históricas e profundas entre os dois povos".
"Histórico de subordinação"
O Ministério das Relações Exteriores cubano atribuiu a medida a pressões de Washington, denunciando as autoridades costa-riquenhas por agirem historicamente segundo os interesses da Casa Branca.
"Com essa medida, o governo da Costa Rica, que tem um histórico de subordinação à política dos EUA contra Cuba, soma-se mais uma vez à ofensiva do governo norte-americano em suas renovadas tentativas de isolar nosso país das nações da nossa América", afirma o comunicado divulgado pela entidade.
Na quarta-feira (18), o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, declarou em uma coletiva de imprensa que não reconhece as autoridades da ilha e, em seguida, expulsou seus diplomatas.
Posteriormente, foi anunciado o fechamento da representação diplomática e a expulsão de todos os seus funcionários, exceto aqueles designados para funções consulares.