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Equipe de comboio humanitário internacional desembarca em Cuba em meio a bloqueio dos EUA

As autoridades cubanas reiteraram que Washington está tentando forçar a rendição do país por meio de "uma guerra econômica feroz".
Equipe de comboio humanitário internacional desembarca em Cuba em meio a bloqueio dos EUA@DiazCanelB

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou nas redes sociais na quarta-feira (18) a chegada da primeira "vanguarda" do comboio humanitário "Nuestra América" ("Nossa América") à ilha, uma iniciativa de solidariedade internacional para amenizar os efeitos do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.

"Uma equipe avançada de grupos e indivíduos solidários de diversas partes do mundo, unidos na caravana 'Nossa América', já está em Cuba. Eles estão levando ajuda para combater a tentativa de nos sufocar. Bem-vindos, mais uma vez, à compaixão do povo. A solidariedade sempre retorna àqueles que a praticam sem outro interesse senão o bem-estar da humanidade. Obrigado", afirmou o presidente na publicação.

Segundo o site oficial da iniciativa, a maior parte da ajuda e dos participantes está prevista para desembarcar em 21 de março, onde haverá um ato público no Malecón de Havana.

Os organizadores denunciam que a administração Trump está "sufocando a ilha, cortando combustível, voos e insumos essenciais". 

Na véspera do evento, Díaz-Canel denunciou novamente que Washington "pretende e anuncia planos para tomar o controle do país, seus recursos, suas propriedades e até mesmo a própria economia, que buscam sufocar" a fim de obter a rendição da nação caribenha por meio de "uma guerra econômica feroz" que representa "uma punição coletiva" para todos os cubanos.

Ameaças de Trump a Cuba

  • No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
  • Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
  • Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
  • Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
  • "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
  • Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.