
Petróleo Brent segue em alta após ataques a instalações de energia no Oriente Médio

O preço do petróleo Brent subiu nesta quinta-feira (19), atingindo US$ 112,24 por barril em meio aos ataques contra instalações energéticas no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou alta, chegando a US$ 96,52 por barril, enquanto o petróleo Murban subiu para US$ 116,77 por barril.

Nova escalada
A alta ocorreu após os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o campo de gás South Pars, no Irã, na quarta-feira (18), que reacenderam os temores de uma nova crise energética de longa duração.
South Pars é a parte iraniana do maior campo de gás natural do mundo, compartilhado com o Catar do outro lado do Golfo. Após o ataque, vários trechos foram colocados fora de serviço para controlar o incêndio e evitar a propagação do fogo. Atualmente, a situação no local está sob controle.
Por sua vez, a 63ª onda de ataques com mísseis, lançada em resposta pelo Irã, atingiu instalações energéticas em vários países do Golfo.
- Bahrein: uma explosão em uma planta de gás natural liquefeito (GNL), localizada nas proximidades da ponte que liga a ilha do Bahrein à Arábia Saudita, causou graves danos à estrutura viária.
- Catar: a empresa estatal QatarEnergy confirmou um ataque com mísseis contra a usina de Ras Laffan, que abriga a maior instalação de exportação de GNL do mundo. Ocorreram incêndios e danos consideráveis, embora todo o pessoal tenha saído ileso e não tenham sido registradas vítimas.
- Arábia Saudita: a capital saudita, Riade, foi palco de um intenso bombardeio. Testemunhas relataram explosões e chamas nos terminais petrolíferos da Aramco, com densas colunas de fumaça preta subindo em várias zonas. O Ministério da Defesa saudita informou que quatro mísseis balísticos foram interceptados, embora os destroços de um deles tenham caído perto de uma refinaria ao sul da cidade, causando danos colaterais.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.

