
EUA aliviam sanções contra petróleo venezuelano

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu nesta quarta-feira (18) uma nova licença que autoriza operações de empresas norte-americanas com a Petróleos de Venezuela (PDVSA) e com empresas nas quais a estatal detenha participação majoritária.
"Sob a liderança do presidente [Donald] Trump, os Estados Unidos colaboram com o governo da Venezuela para reabrir e revitalizar seu setor energético", afirmou o Departamento no X.
O órgão também destacou que a licença "beneficiará tanto os Estados Unidos quanto a Venezuela, ao mesmo tempo em que impulsionará o mercado energético mundial ao aumentar a oferta de petróleo disponível".

A regulamentação proíbe a realização de transações com a Rússia, o Irã, a República Popular Democrática da Coreia, Cuba e determinadas empresas chinesas. Da mesma forma, proíbe o uso de navios sancionados.
No entanto, a nova prerrogativa não elimina o regime geral de sanções imposto por Washington à nação bolivariana desde 2019, e confere à Casa Branca a capacidade de administrar os recursos obtidos a partir das operações que venham a ocorrer.
Desde janeiro passado, após o bombardeio contra Caracas e o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o governo dos EUA anunciou algumas flexibilizações parciais das medidas coercitivas unilaterais que pesam sobre a indústria petrolífera da Venezuela desde 2019.
"Chega de bloqueios contra o nosso país", exigiu em fevereiro a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, alegando que o país está "demonstrando que existem caminhos para alcançar uma agenda bilateral de energia com os EUA baseada no respeito, na cooperação e no trabalho efetivo".
No mesmo dia, Trump afirmou que pretendem "fazer muitas coisas na Venezuela", o país com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
