
Mauro Vieira nega base chinesa no Brasil e critica relatório dos EUA

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, negou nesta terça-feira (18) a existência de uma base da China com potencial uso militar no Brasil. Ele classificou a informação como "distorcida".
A declaração foi feita durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, onde o chanceler negou "qualquer construção, contrato ou infraestrutura" relacionada a uma base chinesa no país.
Os questionamentos surgiram após relatório do Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, que menciona uma suposta rede de instalações espaciais chinesas na América Latina, incluindo uma no Brasil.

O documento cita a chamada "Tucano Ground Station", uma parceria firmada em 2020 entre a empresa brasileira Alya Nanosatellites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. Washington associou o projeto a possíveis interesses estratégicos de Pequim.
Contudo, o ministro rejeitou as alegações e afirmou que "não existe estação, nem antena, nem operação chinesa, nem parceria militar", acrescentando que as acusações são "especulações derivadas de notícias de internet, cujos conteúdos foram descontextualizados e distorcidos".
Vieira também criticou o relatório por tratar a cooperação científica com viés geopolítico e declarou que o documento reflete a visão de que a América Latina seria "mero quintal ou área de influência" dos Estados Unidos, classificando as conclusões como "desinformação baseada em suspeitas infundadas".
