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'Greve dos caminhoneiros': Haddad critica preços do diesel e pede reação da ANP

Medidas para conter alta não foram repassadas ao consumidor, segundo o ministro da Fazenda; caminhoneiros discutem uma possível greve entre quarta (18) e quinta-feira (19).
'Greve dos caminhoneiros': Haddad critica preços do diesel e pede reação da ANPGettyimages.ru / Ton Molina/NurPhoto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (18) que "especuladores" ainda não reduziram o preço do diesel, mesmo após medidas do governo para conter a alta. A informação foi publicada pelo O Globo.

Segundo ele, a situação prejudica a "economia popular" e exige resposta.

Haddad afirmou que, apesar das ações adotadas, parte do mercado continua sem repassar a queda, o que motivou a cobrança por uma atuação mais firme da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

"Isso é grave. No caso do diesel, nós fizemos uma compensação e aqueles que estavam especulando antes das medidas do governo não baixaram o preço ainda, pelo menos não todos. Então tem que ter uma ação forte da ANP em relação a isso", disse Haddad.

Frete sob fiscalização

O governo também anunciou reforço na fiscalização da tabela de preços mínimos do frete rodoviário, em vigor desde 2018.

Em publicação na rede X, o ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que empresas que descumprirem os valores serão "efetivamente responsabilizadas".

A medida ocorre em meio à pressão sobre os combustíveis e ao risco de paralisação de caminhoneiros. Renan avalia que o modelo atual de fiscalização tem "baixa efetividade".

De acordo com o ministro, o objetivo é ampliar o alcance das punições e corrigir distorções no setor, com o objetivo de garantir "remuneração justa" aos caminhoneiros e maior equilíbrio no mercado.