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EUA: 'Não precisamos do Estreito de Ormuz'

De acordo com a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, os países europeus devem trabalhar pela abertura da rota marítima em benefício próprio.
EUA: 'Não precisamos do Estreito de Ormuz'Gettyimages.ru

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA não precisam do Estreito de Ormuz e que os países europeus devem colaborar na sua reabertura para seu próprio benefício. A declaração foi dada em uma entrevista à Fox News, nesta quarta-feira (18).

"O presidente (Donald Trump) e a equipe dele, especialmente o secretário (de Guerra, Pete) Hegseth e o secretário (de Estado, Marco) Rubio, continuam em contato com as autoridades europeias e, é claro, com nossos aliados do mundo árabe e do Golfo para que deem um passo à frente e façam mais para ajudar os Estados Unidos a garantir a segurança do Estreito de Ormuz. Isso é mais para o benefício deles do que para o benefício dos Estados Unidos", declarou.

Segundo ela, "graças a Trump", os EUA são um grande exportador de energia e "não precisam do Estreito de Ormuz" para atender às necessidades dos americanos. "É claro que queremos que o estreito permaneça aberto para o mercado global de petróleo, a fim de estabilizar os preços e reduzi-los novamente, e temos opções — as Forças Armadas têm opções — para continuar conseguindo isso, mas o presidente faz bem em pedir aos nossos aliados que deem um passo à frente e façam mais", acrescentou.

Na semana passada, Trump propôs a criação de uma coalizão naval para escoltar navios pelo estreito. No entanto, vários países — entre eles, China, Austrália, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Espanha — descartaram o envio de navios militares para a região.

Estreito de Ormuz

  • Teerã fechou o Estreito de Ormuz, que conecta o golfo Pérsico ao de Omã, após a agressão EUA-Israel, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que não sairá da região "nem uma única gota de petróleo" por via marítima.
  • O bloqueio dessa rota marítima vital, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, impulsionou os preços do petróleo. Em 9 de março, o preço do barril registrou volatilidade históricasuperou os US$ 100 e se aproximou de US$ 120 nas primeiras horas do dia. Na segunda-feira (16), os contratos futuros do Brent voltaram a subir e foram negociados acima de US$ 104 por barril, nível não visto desde julho de 2022.
  • O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica reiterou que navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar o estreito. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Estreito de Ormuz segue aberto, e está fechado apenas para embarcações de países considerados inimigos.