O Pentágono declarou em 12 de março que os EUA gastaram cerca de US$ 11,3 bilhões em apenas uma semana de sua agressão contra o Irã. Enquanto isso, o assessor econômico de Donald Trump, Kevin Hassett, estimou esse gasto em 12 bilhões de dólares, segundo revelou o The Intercept na terça-feira (17).
No entanto, essas cifras são ainda muito modestas em comparação com as estimativas fornecidas por especialistas em armamentos, políticos familiarizados com o orçamento do Departamento de Guerra e oficiais do governo americano por dentro da operação "Fúria Épica".
US$ 25 bilhões ou mais
As fontes indicam que o conflito está custando atualmente a Washington entre US$ 1 e US$ 2 bilhões por dia, ou aproximadamente de US$ 11,5 a US$ 23 mil por segundo. O custo pode chegar a US$ 25 bilhões ou mais nos próximos meses.
Desta forma, um conflito de três semanas poderia custar aos contribuintes americanos entre US$ 60 e US$ 130 bilhões, segundo dois oficiais do governo que falaram sob condição de anonimato, enquanto uma guerra de cinco semanas poderia custar até US$ 175 bilhões. Oito semanas elevariam o total para US$ 250 bilhões. "Eles realmente não têm ideia do custo real", disse um dos oficiais, referindo-se ao Pentágono.
Linda Bilmes, ex-subsecretária e diretora financeira do Departamento de Comércio durante o governo de Bill Clinton, alertou que os enormes gastos de curto prazo — como munições utilizadas, a mobilização de grupos de ataque de porta-aviões e as aeronaves abatidas — serão ofuscados por demandas ainda mais significativas, como os custos de longo prazo dos benefícios para veteranos e os juros da dívida para financiar as ações militares. O preço final, segundo a especialista, poderia chegar a trilhões de dólares.
"Esses custos são desconhecidos para o povo americano. Eles nunca ouvirão falar deles na Casa Branca nem no Departamento de Defesa", afirmou uma fonte do governo ao comentar os gastos de longo prazo mencionados por Bilmes. "Os filhos dos meus filhos, e provavelmente também os filhos deles, serão quem pagará por isso", concluiu.