Presidente cubano denuncia planos dos EUA de 'sufocar' a ilha e forçá-la a se render

"Eles pretendem e anunciam planos para tomar posse do país, de seus recursos, das propriedades e até mesmo da própria economia que tentam asfixiar para que nos rendamos", afirmou Miguel Díaz-Canel.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou em postagem na rede social X nesta quarta-feira (18) que os Estados Unidos pretendem tomar posse do país, pressionando ainda mais sua economia com o objetivo de que a ilha se renda.

"Eles pretendem e anunciam planos para tomar posse do país, de seus recursos, das propriedades e até mesmo da própria economia que tentam asfixiar para que nos rendamos", escreveu o presidente caribenho.

Díaz-Canel afirma que tais pretensões explicam a "guerra econômica feroz" contra seu país, que acaba sendo um "castigo coletivo contra todo o povo". Contudo, o presidente cubano garantiu que "qualquer agressor externo irá se deparar com uma resistência inabalável".

O presidente cubano lembrou que Washington tem ameaçado "derrubar à força" a ordem constitucional de Havana explicitamente e "quase diariamente" sob a justificativa de que essas ações respondem à "economia enfraquecida" da ilha, afetada pelas políticas dos EUA há mais de seis décadas.

EUA e Cuba retomam os contatos

O presidente americano, Donald Trump confirmou recentemente que a Casa Branca mantém conversações com Havana, assim como Miguel Díaz-Canel havia anteriormente declarado. O chefe da Casa Branca afirmou que a ilha "deseja chegar a um acordo" e advertiu que, se isso não ocorrer "muito em breve", seu governo fará "o que for necessário".

Díaz-Canel precisou que os contatos são discretos e preliminares, e buscam explorar canais de diálogo para resolver divergências bilaterais. O presidente cubano ressaltou que ainda se está na fase inicial do processo e ainda muito longe da construção de qualquer agenda ou de negociações.

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