O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou em postagem na rede social X nesta quarta-feira (18) que os Estados Unidos pretendem tomar posse do país, pressionando ainda mais sua economia com o objetivo de que a ilha se renda.
"Eles pretendem e anunciam planos para tomar posse do país, de seus recursos, das propriedades e até mesmo da própria economia que tentam asfixiar para que nos rendamos", escreveu o presidente caribenho.
Díaz-Canel afirma que tais pretensões explicam a "guerra econômica feroz" contra seu país, que acaba sendo um "castigo coletivo contra todo o povo". Contudo, o presidente cubano garantiu que "qualquer agressor externo irá se deparar com uma resistência inabalável".
O presidente cubano lembrou que Washington tem ameaçado "derrubar à força" a ordem constitucional de Havana explicitamente e "quase diariamente" sob a justificativa de que essas ações respondem à "economia enfraquecida" da ilha, afetada pelas políticas dos EUA há mais de seis décadas.
EUA e Cuba retomam os contatos
O presidente americano, Donald Trump confirmou recentemente que a Casa Branca mantém conversações com Havana, assim como Miguel Díaz-Canel havia anteriormente declarado. O chefe da Casa Branca afirmou que a ilha "deseja chegar a um acordo" e advertiu que, se isso não ocorrer "muito em breve", seu governo fará "o que for necessário".
Díaz-Canel precisou que os contatos são discretos e preliminares, e buscam explorar canais de diálogo para resolver divergências bilaterais. O presidente cubano ressaltou que ainda se está na fase inicial do processo e ainda muito longe da construção de qualquer agenda ou de negociações.
Ameaças de Trump a Cuba
- No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
- Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
- Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
- "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
- Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.