O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou em uma publicação no X na terça-feira (17) que qualquer agressão contra a ilha encontrará uma "resistência inabalável". A declaração vem na esteira da recente escalada das tensões com os Estados Unidos.
Díaz-Canel denunciou que Washington explicitamente e com frequência ameça derrubar a ordem constitucional cubana pela força sob a justificativa de que essas ações respondem à "economia enfraquecida" da ilha, afetada pelas políticas dos EUA há mais de seis décadas.
O presidente ressaltou que "mesmo no pior cenário, Cuba tem uma certeza: qualquer agressor externo se encontrará uma resistência inabalável".
Díaz-Canel condenou os planos dos Estados Unidos de assumir o controle da ilha, incluindo seus recursos, propriedades e economia, acusando os EUA de promover uma "guerra econômica feroz" como forma de pressão contra a população cubana.
Na segunda-feira (16), o presidente Donald Trump fez uma ameaça contra o país caribenho, afirmando que "terá a honra de tomar Cuba".
Ameaças de Trump a Cuba
- No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
- Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
- Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
- "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
- Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.