O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã poderia avaliar as propostas relativas ao cessar-fogo, desde que incluíssem uma indenização pela agressão dos EUA e de Israel.
"Muitos países, nossos amigos, propuseram ideias e manifestaram sua disposição de contribuir para a paz. Agradecemos a todos os nossos amigos que estão envidando esforços nesse sentido. Nossa posição é a mesma que expus aqui e também a transmitimos aos nossos amigos”, afirmou Araghchi em entrevista à Al Jazeera divulgada nesta quarta-feira (18).
"Não aceitamos um cessar-fogo. No entanto, se houver uma proposta para pôr fim à guerra que atenda às nossas condições, de modo que a guerra termine definitivamente em toda a região e os danos sofridos pelo Irã sejam indenizados, sem dúvida a analisaremos", declarou o ministro das Relações Exteriores.
Ao mesmo tempo, Araghchi confirmou que a China é um dos países que poderia atuar como mediador no conflito. "A China desempenhou um papel positivo e bem-sucedido como mediadora entre o Irã e a Arábia Saudita, e acredito que ambos os países continuam comprometidos com o acordo alcançado graças à mediação chinesa", afirmou, respondendo à pergunta sobre um possível papel de Pequim.
"A China possui, sem dúvida, grandes capacidades, e outros países também têm esse potencial. Repito: qualquer ideia que satisfaça nossas demandas e cumpra nossas condições, nós a consideraremos", concluiu.
Ataque contra o Irã
- Israel e os EUA lançaram um ataque conjunto contra o Irã na madrugada de sábado, 28 de fevereiro, com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
- Os bombardeios causaram a morte do aiatolá Ali Khamenei e de vários altos oficiais militares. Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo iraniano, foi eleito seu sucessor.
- Em resposta à ofensiva, Teerã lançou inúmeras ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e contra bases americanas em países do Oriente Médio.