Após um grande apagão ocorrido na segunda-feira (16), a União Elétrica Nacional de Cuba anunciou nesta terça-feira (17) a reconexão da província de Granma ao sistema elétrico nacional (SEN), a última que faltava para interconectar plenamente todos os pontos da rede elétrica no território da nação caribenha.
Entretanto, a entidade detalhou que "as unidades de geração térmica continuam preparando as condições para sincronizar ao SEN", o que significa que o serviço elétrico ainda não foi completamente restabelecido. Não foi especificado qual porcentagem da população continua afetada pelo corte.
Nesta segunda-feira (16), as autoridades cubanas informaram sobre o colapso do SEN, no contexto de uma crise energética agravada pelo bloqueio de combustíveis imposto pelos norte-americanos a Havana desde dezembro passado.
Os trabalhos de recuperação foram iniciados imediatamente e, após as primeiras manobras, foi reportado o funcionamento de "microssistemas" em diferentes pontos da geografia cubana.
Ameaças de Trump a Cuba
- No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declarava "emergência nacional", diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança do país norte-americano e da região.
- Sobre essas bases, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que agirem em sentido contrário à ordem executiva da Casa Blanca.
- Em seguida, Trump reconheceu que sua Administração mantinha contatos com Havana e deu a entender que esperam chegar a um acordo, embora tenha qualificado o país caribenho como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Isso acontece em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta muito a economia do país, foi agora reforçado com medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
- "Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos diz o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", disse o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
- Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que alertou que defenderá sua integridade territorial.