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Rússia enfrenta 'guerra não declarada' conduzida por 56 países, alerta Shoigu

Secretário do Conselho de Segurança russo afirma que sabotagens e ataques à infraestrutura do país fazem parte de uma campanha coordenada por dezenas de nações. Sergey Shoigu acusa Kiev e aliados de intensificarem operações clandestinas.
Rússia enfrenta 'guerra não declarada' conduzida por 56 países, alerta ShoiguGettyimages.ru / Antonio Masiello

O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergey Shoigu, alertou nesta terça-feira (17) que as autoridades de segurança russas estão enfrentando uma guerra não declarada travada por 56 nações que buscam atingir Moscou por meio de operações clandestinas.

"Efetivamente, um enorme sistema de mais de 50 nações – 56, para ser exato – está usando toda a experiência de seus serviços especiais na condução de sabotagem e ataques terroristas contra infraestruturas críticas para atingir nossa nação", disse o ex-ministro da Defesa, descrevendo o conjunto de táticas ocidentais como "extenso".

O número de crimes relacionados ao terrorismo na Rússia saltou 40% em relação a 2025, afirmou Shoigu, apontando as operações ucranianas como uma importante fonte de instabilidade.

Ainda de acordo com ele, esses crimes são frequentemente incitados remotamente através de guerra de informação visando a população russa, acrescentando que pessoas estão sendo coagidas a servir aos interesses de Kiev por meio de incentivos financeiros ou propaganda ideológica.

Simultaneamente, as forças ucranianas intensificaram os ataques de longo alcance contra a Rússia, observou a alta autoridade, enfatizando que "a dinâmica de desenvolvimento dos sistemas de armas, principalmente sistemas não tripulados, e a sofisticação de sua implantação, significam que nenhuma região na Rússia pode se sentir segura".

O conflito no Oriente Médio também apresenta novos desafios para a Rússia, de acordo com Shoigu, que convocou as autoridades de segurança a permanecerem meticulosas e vigilantes, já que "subestimar as ameaças e negligenciar o fechamento de vulnerabilidades pode resultar em tragédia".

  • O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia relata regularmente a interrupção de planos ucranianos de sabotagem e assassinatos seletivos. Em alguns casos, os operadores ucranianos teriam planejado ataques de formas destinadas a matar o próprio autor.
  • De acordo com a instituição, os serviços especiais ucranianos também estariam utilizando métodos semelhantes aos de golpistas online para atingir cidadãos russos em situação de vulnerabilidade — primeiro realizando fraudes financeiras e, em seguida, oferecendo falsas promessas de devolução do dinheiro em troca da participação em atividades criminosas.