
Porta-aviões USS Gerald R. Ford ficou em chamas por 30 horas seguidas - NYT

O incêndio relatado em 12 de março no porta-aviões USS Gerald R. Ford durou cerca de 30 horas, segundo afirmaram marinheiros e oficiais ao New York Times na segunda-feira (16) sob condição de anonimato.
O incêndio teve início no duto de ventilação de uma secadora da lavanderia principal da embarcação. Depois que as chamas foram contidas, mais de 600 marinheiros e membros da tripulação ficaram sem suas camas. Segundo as fontes, desde então, eles têm dormido no chão e em cima de mesas. Além disso, o Comando Central dos EUA informou que duas pessoas ficaram feridas.

Depois de navegar do Mar do Caribe até o Oriente Médio, o porta-aviões está entrando em seu décimo mês consecutivo de operação. De acordo com o NYT, se continuar em missão até meados de abril, ele quebrará o recorde de missão mais longa de um porta-aviões desde a Guerra do Vietnã.
"Não é possível operar um navio por tanto tempo e com tanta exigência e esperar que tanto o navio quanto sua tripulação tenham o máximo rendimento", comentou o contra-almirante John F. Kirby, oficial da Marinha aposentado.
Longa lista de falhas
O jornal também destaca que o incêndio se soma a uma longa lista de falhas que o navio tem apresentado, como problemas de encanamento em seus 650 vasos sanitários. Além disso, fontes militares afirmaram que um importante período de manutenção, planejado para o início deste ano, havia sido adiado.
Outro oficial declarou que o Pentágono está ciente das condições do porta-aviões e garantiu que o USS George H.W. Bush está se preparando para ser destacado no Oriente Médio e provavelmente substituir o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo.
