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Trump reage à recusa de Macron em participar de operações no Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA afirmou que o presidente francês deixará o cargo "muito em breve".
Trump reage à recusa de Macron em participar de operações no Estreito de OrmuzGettyimages.ru / Michael Kappeler/picture alliance

Em conferência de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu à recusa do presidente francês Emmanuel Macron em participar de qualquer operação relacionada ao Estreito de Ormuz, afirmando que Macron deixaria o cargo "muito em breve".

O presidente francês havia declarado que seu país não era parte do conflito no Oriente Médio e que, portanto, "nunca participará de operações para abrir ou libertar o Estreito de Ormuz".

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Macron afirmou que a França poderia ajudar assim que a situação estivesse "mais calma".

"Estaremos preparados, juntamente com outras nações, para assumir a responsabilidade por um sistema de escolta. Mas trata-se de todo um trabalho político e técnico, com todos os atores do transporte marítimo, as seguradoras e os operadores, que devemos construir", acrescentou.

Na semana passada, Trump propôs a criação de uma coalizão naval para escoltar navios através do estreito. No entanto, vários países — incluindo China, Austrália, Alemanha, Japão, Espanha — descartaram o envio de navios militares para a área.

Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, após a agressão dos Estados Unidos e de Israel, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que "nem uma única gota de petróleo" sairá da região por mar.

O bloqueio do estreito, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial, fez disparar os preços do petróleo bruto no mercado internacional. Em 9 de março, o preço do barril registrou uma volatilidade histórica, ultrapassando os US$ 100 e chegando a se aproximar de US$ 120 nas primeiras horas do dia.

Na segunda-feira (16), os futuros do Brent voltaram a subir e foram negociados acima de US$ 104 o barril, o maior desde julho de 2022.

  • A Guarda Revolucionária iraniana reiterou que navios dos EUA e seus aliados estão proibidos de atravessar o estreito. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira (16) que o Estreito de Ormuz permanece aberto e está fechado apenas para navios de países inimigos.