Donald Trump criticou seus aliados da OTAN depois que vários países-membros se recusaram a participar de uma frota para garantir transporte de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz, cujo tráfego está bloqueado em meio à agressão israelense-americana contra o Irã.
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"A maioria dos nossos 'aliados' da OTAN informou aos EUA que não deseja se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã no Oriente Médio", escreveu o presidente dos EUA em sua conta no Truth Social nesta terça-feira (17). Ele indicou ainda que a maioria dos países "concorda fortemente" com as ações dos EUA.
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Trump afirmou que essa situação "não o surpreende", já que, segundo ele, a relação de Washington com a OTAN é "unilateral".
"Nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós, especialmente em momentos de necessidade", continuou.
O presidente enfatizou que, dado o "sucesso militar" contra o Irã, seu país "não precisa nem quer" a ajuda dos países da OTAN. "Nunca precisamos!", ressaltou. "Na verdade, como presidente dos Estados Unidos da América, o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!", concluiu.
Coalizão que não se forma
Trump expressou mais cedo a esperança de que "China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países afetados por essa restrição artificial" enviassem navios de guerra para desbloquear o Estreito de Ormuz.
Apesar das declarações de Trump, os aliados dos EUA não se apressaram em tomar medidas concretas ou apoiar essa iniciativa. Nenhum dos países mencionados concordou em participar da operação.
Por sua vez, o presidente americano alertou: "Se não houver resposta, ou se a resposta for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da OTAN."
Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, após a agressão dos Estados Unidos e de Israel, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que "nem uma única gota de petróleo" sairá da região por mar.
O bloqueio do estreito, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial, fez disparar os preços do petróleo bruto no mercado internacional. Em 9 de março, o preço do barril registrou uma volatilidade histórica, ultrapassando os US$ 100 e chegando a se aproximar de US$ 120 nas primeiras horas do dia. Na segunda-feira (16), os futuros do Brent voltaram a subir e foram negociados acima de US$ 104 por barril, um nível não visto desde julho de 2022.
A Guarda Revolucionária iraniana reiterou que navios dos EUA e seus aliados estão proibidos de atravessar o estreito. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou na segunda-feira que o Estreito de Ormuz permanece aberto e está fechado apenas para navios de países inimigos.