O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a falar, nesta terça-feira (17), sobre os planos norte-americanos de ação contra o governo cubano.
"Cuba está passando por um momento muito difícil. Eles estão conversando com Marco [Rubio]. E, muito em breve, tomaremos medidas em relação a Cuba", afirmou ao responder às perguntas dos jornalistas.
Na segunda-feira (16), o presidente fez mais uma ameaça contra o país caribenho, afirmando que "terá a honra de tomar Cuba".
"Acho que terei a honra de tomar Cuba. Isso seria ótimo. Seria uma grande honra tomar Cuba de alguma forma. Quero dizer, seja libertando-a ou tomando-a; acho que poderia fazer o que quisesse com ela", afirmou.
Ameaças de Trump a Cuba
- Em 29 de janeiro, Trump assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região.
- O texto acusa, sem provas, o governo cubano de se alinhar a "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais" como o Hamas e o Hezbollah, e de permitir o destacamento na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
- Assim, Washington anunciou a imposição de tarifas aos países que vendem petróleo à nação caribenha, somando-se a ameaças de represálias contra aqueles que atuem de forma contrária à ordem executiva da Casa Branca.
- Posteriormente, Trump reconheceu que seu governo mantinha contatos com Havana e indicou que pretendem chegar a um acordo, embora tenha classificado o Cuba como uma "nação em decadência" que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
- Isso tudo ocorre em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Havana há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
- Em 7 de março, Trump anunciou: "Uma grande mudança está chegando em breve a Cuba". Ele também afirmou que a nação caribenha está chegando "ao fim do caminho".