
Hungria denuncia ameaças da Alemanha por Budapeste opor-se a políticas a favor do regime ucraniano

O ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjarto, afirmou na segunda-feira (16) que o chanceler alemão, Johann Wadephul, ameaçou diretamente a Hungria por sua posição sobre o bloqueio petrolífero por parte da Ucrânia.
De acordo com o ministro húngaro, Wadephul afirmou que a Hungria pode sofrer graves consequências caso não se alinhe aos interesses de Kiev.

"Hoje, sem qualquer tipo de subterfúgio, abertamente, diretamente, com clareza e de forma muito grosseira, o ministro das Relações Exteriores alemão nos ameaçou dizendo que, se não renunciarmos à defesa do interesse nacional húngaro, se não deixarmos de bloquear decisões que são importantes para os ucranianos, então a Hungria também sofrerá graves consequências", afirmou Szijjarto.
Segundo o chanceler húngaro, a Alemanha quer que a Hungria aceite o bloqueio do oleoduto Druzhba, participe de um grande empréstimo da União Europeia à Ucrânia e aprove o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
Ao comentar as possíveis consequências mencionadas por Wadephul, Szijjarto afirmou que cada um pode tirar suas próprias conclusões.
"Não toleraremos as mentiras dos ucranianos, não toleraremos a interferência dos ucranianos nas eleições, não toleraremos o bloqueio petrolífero ucraniano, por isso, hoje deixei claro que não votaremos a favor nem do vigésimo pacote de sanções nem do empréstimo de guerra de 90 bilhões de euros que os ucranianos nos pedem, e, no futuro, não votaremos a favor de nenhuma decisão que forneça dinheiro aos ucranianos nem de nenhuma decisão de que os ucranianos precisem. Porque não é possível que, enquanto os ucranianos nos mantêm bloqueados, lhes façamos um favor aqui em Bruxelas", declarou.
