A investigação sobre um possível golpe com criptomoedas envolvendo o presidente argentino Javier Milei foi reaberta na Argentina após novas informações terem surgido na imprensa, conforme divulgado no domingo (15) pelo jornal argentino Clarín.
Em fevereiro de 2025, Milei promoveu a criptomoeda LIBRA em sua conta na rede social X e, pouco depois, apagou a publicação.
Após a divulgação, a criptomoeda teve uma forte valorização seguida de uma grande queda, resultando em perdas de pelo menos 100 milhões de dólares para investidores.
Na época, o presidente da Argentina alegou não conhecer os detalhes do projeto da LIBRA. Uma comissão parlamentar da oposição chegou à conclusão de que a promoção da criptomoeda poderia configurar fraude e responsabilizou politicamente o presidente e sua irmã, Karina Milei, secretária-geral da Presidência.
Novos detalhes
O jornal El Destape publicou em 14 de março os supostos resultados de uma perícia no celular de um associado próximo de Milei, revelando ligações e mensagens entre o presidente, sua irmã e os criadores e promotores da criptomoeda.
Peritos forenses descobriram um documento no celular do corretor de criptomoedas Mauricio Novelli que poderia ser um acordo para um pagamento de US$ 5 milhões do presidente argentino pela promoção da LIBRA.
O documento detalha que eles combinaram um adiantamento de US$ 1,5 milhão, outros US$ 1,5 milhão para Milei pela publicação, e que ele receberia mais US$ 2 milhões após assinar um contrato pessoalmente com sua irmã Karina. Um total de US$ 5 milhões.
O deputado da oposição Maximiliano Ferraro anunciou na segunda-feira (16) a criação de uma comissão especial, denominada "comissão ad hoc", composta por congressistas, com o objetivo de investigar as recentes revelações sobre o caso.