Psicólogo que torturou e matou ao menos 17 gatos passa em exame de sanidade

O laudo médico refutou a alegação de que o acusado não tinha condições mentais para compreender seus atos e ser responsabilizado por eles.

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) do Distrito Federal concluiu que Pablo Stuart Fernandes Carvalho, acusado de matar pelo menos 17 gatos, praticando tortura até à morte, possui sanidade mental. A informação foi publicada pelo Metrópoles nesta terça-feira (17). 

O IML determinou que o acusado está em condições de entender as consequências de seus atos e assumir a responsabilidade por eles.

As denúncias foram feitas por protetoras de animais à Polícia Civil em 12 de março de 2025.

O psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho foi preso em 25 de março de 2025. Dias depois, a Justiça converteu a prisão em preventiva. O processo está atualmente em fase de alegações finais na 1ª instância.

O advogado do acusado mantém a crença na "inocência" do seu cliente e afirma que a mesma será comprovada mediante análise técnica e criteriosa dos elementos do processo.

Um padrão das vítimas 

Além da crueldade inerente aos crimes, o caso apresenta particularidades que chamam a atenção. Todos os gatos adotados por Pablo eram da cor cinza e possuíam pelagem rajada. 

Ele entrava em contato com protetores de animais pedindo adoção, e após um mês, alegava que os animais tinham fugido e então repetia o processo.

Entre setembro de 2024 e março de 2025, Pablo conseguiu adotar pelo menos 20 gatos.

A investigação policial concluiu que o homem matou a maioria dos animais adotados, com exceção de um que foi recuperado por uma protetora.