Uma mulher foi acusada pelo Ministério Público (MP) de Portugal de dar auxílio à imigração ilegal, informou a imprensa na segunda-feira (16).
De acordo com o MP português, ela integrava uma rede organizada especializada em imigração ilegal. Os criminosos utilizavam documentos falsos para transportar cidadãos de Angola para o Espaço Schengen, tendo Portugal como ponto de entrada.
Segundo a acusação, entre maio de 2024 e março de 2025, a mulher teria levado a Portugal pelo menos 15 pessoas, incluindo menores.
Em troca de pagamento, a rede providenciava toda a logística da viagem, incluindo a obtenção ou falsificação dos documentos necessários, e acompanhava os imigrantes até ao destino.
Os criminosos cobravam entre seis e oito mil euros por cada serviço prestado, sem incluir os custos de viagem, que eram da responsabilidade dos clientes.
O esquema foi descoberto pelo Ministério Público e pela Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária de Portugal.
A acusada teve a prisão preventiva decretada no dia 11 de março.