Petroleiras dos EUA alertam Trump de que crise energética pode se agravar

Executivos das gigantes do setor energético dos EUA alertam que caso o petróleo chegue a US$ 120, poderá ocorrer uma "destruição econômica".

Executivos das principais petrolíferas americanas alertaram presidente dos EUA, Donald Trump, de que a crise energética desencadeada pela agressão dos EUA e de Israel contra o Irã pode se agravar, informou no domingo (15) o Wall Street Journal, de acordo com fontes.

Em uma série de reuniões na Casa Branca, os diretores executivos das gigantes ExxonMobil, Chevron e ConocoPhillips alertaram que a interrupção dos fluxos pelo Estreito de Ormuz – por onde passa 20% do petróleo mundial – continuará gerando volatilidade nos mercados globais.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Eles também apontaram que existe o risco da especulação fazer os preços dispararem desencadeando uma escassez de derivados de petróleo. Nesse contexto, eles alertam para o temor de que o preço do petróleo chegue a US$ 120, o que causaria uma "destruição econômica".

Possíveis soluções

Segundo o jornal, diante desse cenário, o governo Trump está avaliando medidas para conter a crise: aliviar as sanções ao petróleo russo, liberar reservas estratégicas – cerca de 400 milhões de barris – e aumentar o fluxo proveniente da Venezuela.

No entanto, os próprios executivos admitem que os preços continuarão subindo e que há pouco a ser feito por enquanto, já que nenhuma dessas medidas será suficiente sem a reabertura do Estreito de Ormuz.

Impacto na indústria

Embora os preços altos beneficiem empresas do setor, do país, no curto prazo, a longo prazo prejudicam a economia, reduzem a demanda e podem desencadear outro ciclo de alta e queda, com cortes na produção e demissões.

Enquanto isso, Trump não compareceu às reuniões com os executivos, mas minimizou publicamente a crise em uma postagem no Truth Social: "Os EUA são, de longe, o maior produtor de petróleo do mundo; portanto, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro".

No entanto, o jornal destaca que o governo reconhece a gravidade da situação e, por isso, busca uma saída alternativa. Como primeira opção, que as grandes petrolíferas americanas invistam na Venezuela para fortalecer as cadeias de abastecimento de combustível no hemisfério ocidental.

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