O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, deixou clara a posição do seu governo diante das crescentes tensões no Oriente Médio: Bruxelas não participará da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, segundo informou a Belga News Agency na segunda-feira (16).
A declaração foi feita em resposta a perguntas sobre uma possível participação de seu país na operação internacional sugerida pelo presidente americano, Donald Trump, para desobstruir o estreito de Ormuz, a rota marítima por onde passa um quinto de todo o petróleo mundial e que foi bloqueada por Teerã após a agressão americana e israelense contra seu território.
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No entanto, De Wever esclareceu que a Bélgica não fecha completamente o canal de diálogo com seus aliados. O primeiro-ministro destacou que, caso surgissem solicitações formais no âmbito da OTAN ou por meio de acordos bilaterais, como é atualmente o caso com nações como a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos, tais pedidos seriam debatidos no seio do governo.
Conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.