Justiça britânica rejeita pedido de punição contra BHP em ação sobre tragédia de Mariana

Advogados de vítimas brasileiras haviam pedido sanções contra a empresa britânica, acusando a mineradora de descumprir uma ordem judicial relacionada ao processo em Londres.

Uma juíza da Alta Corte de Londres arquivou, nesta segunda-feira (16), um pedido de punição por "desacato ao tribunal" contra a mineradora BHP, segundo reportagem da agência Reuters. A ação estava ligada ao rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, em Mariana (MG).

A magistrada classificou o recurso como um abuso de processo e totalmente sem mérito. O pedido havia sido feito por advogados que representam as vítimas brasileiras atingidas pelo desastre ambiental e humano.

Os reclamantes alegavam que a BHP descumpriu uma ordem de 2022, quando não impediu a subsidiária brasileira de questionar a jurisdição da corte inglesa no Brasil. A mineradora negou ter cometido irregularidades.

A BHP afirmou que a tentativa de punição foi uma manobra tática para atrasar o cronograma judicial. O julgamento principal sobre a responsabilidade da empresa, com valor de causa avaliado em 36 bilhões de libras (R$ 250,8 bilhões), deve começar em outubro de 2026.

Representantes das vítimas expressaram decepção com a decisão, mas reiteraram que o foco permanece na ação coletiva. O caso busca reparação para centenas de milhares de brasileiros afetados pela tragédia.