A maior companhia de alumínio de Moçambique, a Mozal, entrou "em modo de manutenção e conservação" desde domingo (15), segundo comunicado divulgado no site oficial da holding australiana da qual a Mozal faz parte, a South32.
"Nos últimos seis anos, mantivemos um amplo diálogo com o Governo da República de Moçambique, a Eskom e outras partes interessadas importantes, mas não conseguimos garantir um fornecimento de energia suficiente e acessível para a Mozal após março de 2026", afirmou Graham Kerr, CEO da South32.
Anteriormente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) havia alertado para a possível paralisação das operações da Mozal, o que representava um risco significativo para a economia do país. O problema se deu devido à incapacidade de atingir um acordo com o governo sobre as tarifas de eletricidade. A fundição responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique.
A empresa é uma das maiores indústrias do país, responsável por impulsionar as exportações e gerar milhares de empregos diretos e indiretos. O impacto social e trabalhista de um eventual fechamento também preocupava os sindicatos. A principal central sindical do país, a OTM-CS, diante do risco de fechamento, classificou o cenário como um possível "terremoto nacional".