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EUA sofreram 'o maior ciberataque em tempos de guerra' de sua história, diz WSJ

Grupo de hackers Handala reivindicou ação que afetou operações da fabricante de equipamentos médicos Stryker em vários países.
EUA sofreram 'o maior ciberataque em tempos de guerra' de sua história, diz WSJGettyimages.ru / NurPhoto

Os Estados Unidos sofreram na quarta-feira (11) o que pode ter sido o "ciberataque mais significativo em tempos de guerra" de sua história, informou o jornal The Wall Street Journal (WSJ).

Segundo a publicação, o incidente provocou "uma disrupção global" nas operações da Stryker, empresa internacional do setor de equipamentos médicos que produz implantes articulares e sistemas de cirurgia robótica.

O grupo que reivindicou o ataque, chamado Handala, apresenta-se como uma entidade independente de hackers ativistas. Autoridades dos Estados Unidos e especialistas ocidentais em cibersegurança, no entanto, afirmam que a organização atuaria sob ordens do Governo do Irã.

Funcionários em diferentes países, incluindo Estados Unidos, Irlanda e Austrália, relataram problemas nos sistemas da empresa na plataforma Reddit, de acordo com o jornal.

O ataque foi contido rapidamente e ficou restrito a sistemas internos da Microsoft, informou o The Wall Street Journal. Segundo o jornal, alguns hospitais poderiam enfrentar interrupções temporárias na transmissão de dados.

Apesar disso, a Stryker afirmou que seus produtos "não foram afetados e são seguros para uso". A Microsoft não comentou o ataque.

Em carta enviada aos funcionários, a empresa informou que ainda não havia identificado a causa da violação de segurança.

Investigadores avaliam que os hackers possivelmente comprometeram as credenciais de um funcionário ou contratista. Com isso, teriam conseguido acessar dispositivos da empresa de forma remota e excluir dados em dezenas de milhares de equipamentos.