
Moscou sobre agressão de EUA e Israel contra Irã: 'Golfo Pérsico afunda rapidamente no caos e na incerteza'

nesta segunda-feira (16), o Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou o ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã como "traiçoeiro" e "não provocado", ressaltando que a agressão iniciou de "um ciclo sem precedentes de violência" no Oriente Médio, cujo fim "não se vislumbra". Segundo Moscou, a agressão americana e israelense" deixou "centenas e milhares" de vítimas, causou danos irreparáveis à infraestrutura civil e paralisou a navegação pelo estreito de Ormuz, uma rota estratégica para a economia mundial.
O Ministério das Relações Exteriores alertou que o Golfo Pérsico, antes "estável e próspero", "está mergulhando rapidamente no caos e na incerteza" e que as consequências econômicas da "aventura" iniciada por Washington e Tel Aviv são sentidas "em escala global".

A chancelaria russa também denunciou que, em vez de buscar a redução da tensão e o retorno às negociações, estão sendo desferidos golpes "cada vez mais mortíferos e destrutivos", e reiterou seu apelo pelo fim imediato das hostilidades e dos ataques contra alvos civis e à transição da situação para uma via político-diplomática, oferecendo a mediação da Rússia para um acordo "de longo prazo e sustentável".
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.
