
Trump: 'Preços do petróleo vão despencar assim que guerra com Irã acabar'

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (16) que os preços do petróleo cairão assim que a guerra contra o Irã terminar. "Não acho que vá durar muito", afirmou em entrevista a PBS News.
Além disso, o presidente afirmou que o conflito com o Irã, que provocou o aumento do preço do petróleo, representa "um preço muito baixo a se pagar" para acabar com os líderes da República Islâmica.
Além disso, Trump afirmou que a operação Fúria Épica está indo "muito bem" e acrescentou que Teerã tem a intenção de chegar a um acordo com Washington. "Eles querem chegar a um acordo, mas, na minha opinião, não estão prontos para isso", disse ele.

No que diz respeito ao recente ataque dos Estados Unidos contra a ilha iraniana de Kharg, fundamental para a indústria petrolífera da República Islâmica, Trump afirmou que "ela está fora de serviço, exceto pelos dutos", já que, caso fossem destruídos, "levaria anos de trabalho para reinstalá-los". O presidente destacou que deixou deliberadamente "100 jardas" ao redor de "tudo que está relacionado ao petróleo" na ilha.
O chefe da Casa Branca também declarou que deixou "intacta grande parte da infraestrutura em Teerã porque, se você a destruir, são anos de construção". "Estou tentando me conter com esse tipo de coisa", afirmou.
Bloqueio do estreito de Ormuz
- Desde o início do ataque não provocado dos EUA e de Israel contra o Irã, os preços da energia têm apresentado grande volatilidade, especialmente devido ao fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
- A situação provocou alta nos preços do petróleo. No domingo (8), o barril registrou uma oscilação histórica: passou dos 100 dólares e chegou a quase 120 nas primeiras horas do dia. Apesar de ter recuado depois, a instabilidade ainda persiste.
- A Guarda Revolucionária iraniana declarou na segunda-feira (9) que permitirá a passagem pelo estratégico estreito a qualquer país que expulse os embaixadores dos EUA e de Israel, informou a agência iraniana ISNA. Na quarta-feira (11), a guarda reforçou que navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar essa via marítima.
