
Trump está 'preso' à guerra com Irã, alerta mídia americana

O presidente dos EUA, Donald Trump, não poderia retirar seu país da operação militar que lançou contra o Irã mesmo que quisesse enquanto o transporte marítimo de petróleo dos países do Golfo Pérsico permanecer bloqueado, informou nesta segunda-feira (16) o portal Axios, citando uma fonte com conhecimento da situação.

Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, após a agressão dos Estados Unidos e de Israel, proibindo a passagem de todo tipo de embarcação e afirmando que "nem uma única gota de petróleo" sairá da região por mar.
O bloqueio do estreito, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial, fez disparar os preços do petróleo bruto no mercado internacional. Em 9 de março, o preço do barril registrou uma volatilidade histórica, ultrapassando os US$ 100 e chegando a se aproximar de US$ 120 nas primeiras horas do dia. Nesta segunda-feira (16), os futuros do Brent voltaram a subir e foram negociados acima de US$ 104 por barril, um nível não visto desde julho de 2022.
"Trump poderia se retirar amanhã. Mas os iranianos poderiam manter fechado o estreito de Ormuz e elevar os preços do petróleo a tal ponto que os EUA se veriam obrigados a retomar a intervenção", opinou a Axios em outra matéria desta segunda-feira (16). Ao mesmo tempo em que o presidente americano se esforça para romper o bloqueio marítimo iraniano, corre o risco de ficar ainda mais preso ao conflito, aponta a mídia, citando um funcionário do governo Trump.
Três fontes do governo americano e de países aliados dos EUA comentaram à Axios que a instabilidade no Oriente Médio e o envolvimento de Washington podem se prolongar até setembro, mesmo que as hostilidades se transformem em um conflito de baixa intensidade.
