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'Seria interessante ver qual país não nos ajudaria': Trump sobre OTAN ajudar a reabrir estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos afirmou que seu país está negociando com outros governos para garantir a segurança da rota marítima.
'Seria interessante ver qual país não nos ajudaria': Trump sobre OTAN ajudar a reabrir estreito de OrmuzGettyimages.ru / Nathan Howard

Em coletiva de imprensa a bordo do Air Force One divulgada pela Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma mensagem aos países da OTAN nesta segunda-feira (16) depois que o Irã bloqueou quase totalmente a navegação no estreito de Ormuz em retaliação à agressão americana e israelense. 

"Estamos conversando com outros países para que trabalhem conosco na proteção do estreito [de Ormuz] e acredito que estamos recebendo uma boa resposta. Se conseguirmos, ótimo; se não conseguirmos, ótimo também", disse o presidente antes de se referir especificamente ao apoio que espera dos membros da Aliança Atlântica.

"Estamos sempre prontos para ajudar a OTAN. Estamos ajudando com a Ucrânia, embora haja um oceano entre nós. Isso não nos afeta, mas nós os ajudamos. Seria interessante ver qual país não nos ajudaria com uma tarefa tão pequena, que é simplesmente a de manter o estreito [de Ormuz] aberto", acrescentou.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Os comentários de Trump vêm depois de o presidente divulgar sua proposta para viabilizar a passagem marítima: enviar navios de guerra dos Estados Unidos e de outros países afetados pelo fechamento parcial do estreito com o objetivo de desbloqueá-lo enquanto Washington continua bombardeando embarcações iranianas.

"Os Estados Unidos bombardearão impiedosamente a costa e continuarão afundando navios e embarcações iranianas. De uma forma ou de outra, em breve faremos com que o estreito de Ormuz fique aberto, seguro e livre!", enfatizou.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis ​​pela agressão.

  • Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.