Sul da Ásia sofre com a crise energética devido a conflito no Oriente Médio

Na Índia os restaurantes deixaram de fritar alimentos e os crematórios tiveram que parar de usar gás para queimar os cadáveres; no Paquistão os funcionários públicos trabalham só 4 dias por semana, enquanto em Bangladesh universidades foram fechadas e as provas canceladas.

A crise energética, desencadeada pelo conflito no Oriente Médio, atingiu os países do sul da Ásia, e fez alguns setores da economia civil sofrer os acontecimentos, segundo informou o Financial Times, na segunda-feira (16).

Na Índia, devido a escassez do gás, restaurantes deixaram de fritar alimentos e os crematórios tinham que parar usar gás para queimar os cadáveres; na Paquistão os funcionários públicos trabalham só 4 dias por semana, enquanto em Bangladesh universidades foram fechadas e as provas canceladas. 

Embora as autoridades apelem à calma, na Índia há relatos de estoques parados, roubos e especulação, à medida que os cidadãos correm em busca de botijões de gás, usado principalmente para cozinhar. 

A Índia é o segundo maior importador de gás liquefeito de petróleo (GLP), que recebe 60% de fornecimento dos países do Oriente Médio e, consequentemente, sofre grandes consequências devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

As autoridades tiveram que autorizar o uso dos combustíveis mais poluentes, como carvão, lenha e querosene

Ao mesmo temo, o premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, admite que se a crise continuar, os preços "vão ficar fora de controle", enquanto o primeiro-ministro de Bangladesh,Tarique Rahman, ordenou o uso de somente metade de luz disponível nos escritórios e evitar, se possível, uso de ar-condicionado. 

Guerra no Oriente Médio