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Sul da Ásia sofre com a crise energética devido a conflito no Oriente Médio

Na Índia os restaurantes deixaram de fritar alimentos e os crematórios tiveram que parar de usar gás para queimar os cadáveres; no Paquistão os funcionários públicos trabalham só 4 dias por semana, enquanto em Bangladesh universidades foram fechadas e as provas canceladas.
Sul da Ásia sofre com a crise energética devido a conflito no Oriente MédioGettyimages.ru / NurPhoto / Contributor

A crise energética, desencadeada pelo conflito no Oriente Médio, atingiu os países do sul da Ásia, e fez alguns setores da economia civil sofrer os acontecimentos, segundo informou o Financial Times, na segunda-feira (16).

Na Índia, devido a escassez do gás, restaurantes deixaram de fritar alimentos e os crematórios tinham que parar usar gás para queimar os cadáveres; na Paquistão os funcionários públicos trabalham só 4 dias por semana, enquanto em Bangladesh universidades foram fechadas e as provas canceladas. 

Embora as autoridades apelem à calma, na Índia há relatos de estoques parados, roubos e especulação, à medida que os cidadãos correm em busca de botijões de gás, usado principalmente para cozinhar. 

A Índia é o segundo maior importador de gás liquefeito de petróleo (GLP), que recebe 60% de fornecimento dos países do Oriente Médio e, consequentemente, sofre grandes consequências devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

As autoridades tiveram que autorizar o uso dos combustíveis mais poluentes, como carvão, lenha e querosene

Ao mesmo temo, o premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, admite que se a crise continuar, os preços "vão ficar fora de controle", enquanto o primeiro-ministro de Bangladesh,Tarique Rahman, ordenou o uso de somente metade de luz disponível nos escritórios e evitar, se possível, uso de ar-condicionado. 

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.

  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
  • O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
  • As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis ​​pela agressão.

  • Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.