
Trump pode adiar visita à China por falta de apoio de aliados para reabrir estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá adiar sua visita à China devido à falta de apoio tanto do país asiático quanto dos aliados ocidentais em apoiar os EUA na reabertura do estreito de Ormuz, segundo revelou o South China Morning Post na segunda-feira (16).
« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »
"Acho que a China também deveria ajudar, pois 90% do petróleo que consome vem do estreito", afirmou o chefe da Casa Branca, acrescentando que prefere saber qual será a postura da China antes de visitar o presidente chinês, Xi Jinping, e destacando a oportunidade de adiar a reunião.

Trump tem insistido aos seus aliados da OTAN e à China para ajudarem a proteger o estreito de Ormuz, o que implicaria no fornecimento de navios caça-minas e recursos militares para combater ataques de drones.
Além da China, Trump instou França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido a se juntarem à empreitada, mas nenhum deles se mostrou disposto a ajudar.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.
