
Após queda, preço do petróleo volta a disparar

Os futuros do petróleo Brent voltaram a subir e atingiram US$ 104,81 por barril, um nível não visto desde julho de 2022, em meio à instabilidade provocada pela agressão dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
Após uma breve queda, o preço de referência mundial subiu 1,39%. Enquanto isso, o West Texas Intermediate (WTI), futuros de petróleo dos EUA, situa-se em torno de 99 dólares por barril, o valor mais alto desde julho de 2022.

O confronto, que teve início no final de fevereiro, incluiu o fechamento do Estreito de Ormuz, uma artéria marítima fundamental pela qual circula um quinto do abastecimento energético mundial.
A Guarda Revolucionária Islâmica reiterou na quarta-feira (11) que os navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar essa rota marítima.
EUA autorizam petróleo russo
Em meio a essa situação, na quinta-feira (12) os EUA emitiram uma nova licença geral que autoriza a venda de petróleo bruto e de produtos petrolíferos de origem russa transportados em navios.
A licença estabelece que ficam autorizadas, até 12h01 de sexta-feira (11) de abril de 2026, todas as transações que estavam proibidas pelas autoridades listadas no documento, desde que sejam "normalmente incidentais e necessárias" para a venda, entrega ou descarga dessas cargas.
Conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.

