Milhares de pessoas participaram neste domingo (15) de uma manifestação em Budapeste, capital da Hungria, durante a chamada "Marcha pela Paz". Segundo a imprensa local, os participantes caminharam pelas ruas carregando uma grande faixa com a mensagem: "Não seremos colônia da Ucrânia".
Segundo um eurodeputado do partido governista Fidesz, o objetivo da manifestação foi enviar um recado a União Europeia e ao líder do regime da Ucrânia, Vladimir Zelensky, de que o país não cederá a "nenhuma pressão".
O ato foi organizado pelo Fórum de Cooperação Cívica, grupo próximo ao governo, e também exibiu cartazes com mensagens críticas à Ucrânia.
A multidão seguiu até a praça em frente ao Parlamento, onde o primeiro-ministro Viktor Orbán fez um discurso. A mobilização ocorre em cenário político interno marcado pelas eleições previstas para 12 de abril, apresentadas por Orbán como uma escolha entre "guerra e paz".
Em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (14), o premiê declarou que "a Hungria não será uma colônia ucraniana; aqui, Zelensky não manda". Ele também criticou o fechamento do oleoduto Druzhba, afirmando que a infraestrutura é "vital para a Hungria e a Eslováquia".
Orbán também se dirigiu ao ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, pedindo que transmitisse suas declarações a Zelensky.
"Por favor, diga ao seu 'presidente': tirem as mãos da liberdade dos húngaros. Convença-o de que não chantageie meu país nem ameace seus líderes", afirmou.
O premiê acrescentou ainda que "o terrorismo de Estado com o qual explodiram o gasoduto alemão Nord Stream não funcionará contra a Hungria".