A Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) comentou sobre dúvidas a respeito do estado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após os ataques de retaliação de Teerã em resposta à agressão EUA-Israel.
"A incerteza sobre o destino do primeiro-ministro criminoso sionista e a possibilidade de sua morte ou fuga com a família dos territórios ocupados revelam a crise e a instabilidade dos sionistas. Se o assassino de crianças ainda estiver vivo, não mediremos esforços para persegui-lo e assassiná-lo", diz o comunicado divulgado neste domingo (15) pelo CGRI.
A declaração surge em meio a especulações nas redes sociais sobre a saúde do chefe do governo israelense. Alguns repararam que Netanyahu tem se manisfestado pouco nas redes sociais, algo incomum se comparado à 'guerra de 12 dias' contra o Irã, em junho passado. Há quem afirme até que Israel estaria usando tecnologias de inteligência artificial para criar vídeos em que o premiê aparece.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.