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Coreia do Sul analisa 'cautelosamente' pedido de Trump para enviar navios ao Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA pediu navios de guerra de cinco países para garantir segurança na rota marítima bloqueada pelo Irã, mas nenhuma nação confirmou participação na operação até o momento.
Coreia do Sul analisa 'cautelosamente' pedido de Trump para enviar navios ao Estreito de OrmuzGettyimages.ru / Andrew Harnik / Staff

O governo da Coreia do Sul examina "com cuidado" a solicitação do presidente dos EUA, Donald Trump, para enviar embarcações militares ao Estreito de Ormuz, afirmou neste domingo (15) um oficial de alto escalão do governo ao jornal The Korea Herald, em condição de anonimato.

Segundo a fonte, o governo do presidente Lee Jae Myung está "acompanhando as declarações do presidente Trump nas redes sociais" e analisará a questão "em estreita consulta com os Estados Unidos".

O presidente dos EUA publicou no sábado (14) um apelo direcionado à China, França, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e "outros países", solicitando que enviem navios de guerra "em conjunto com Washington" para assegurar a segurança no Estreito de Ormuz, garantindo que a rota será reaberta "de um jeito ou de outro".

Até o momento, nenhum dos países mencionados por Trump anunciou oficialmente o envio de embarcações para a operação proposta.

Especialistas apontam que Seul enfrenta um dilema estratégico entre fortalecer a aliança com Washington e evitar envolvimento em um conflito crescente com o Irã, conforme análise de Doo Jin-ho, do Instituto de Pesquisa da Coreia para Estratégia Nacional, publicada no jornal The Korea Times.

A crise causada pelo fechamento de Ormuz já levou Seul a implementar um teto de preços de combustível, medida inédita desde 1997, segundo a imprensa do país; apesar disso, empresas sul-coreanas no Oriente Médio poderiam enfrentar retaliações iranianas caso o país participe de operações militares.