
Reino Unido avalia envio de drones ao Oriente Médio — The Telegraph

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, avalia o envio de milhares de drones interceptores para o Oriente Médio, com o objetivo de tentar conter os ataques de retaliação do Irã após a agressão dos EUA e de Israel em seu território, informou o The Telegraph no sábado (14), consultando fontes militares familiarizadas com o assunto.

O veículo destaca que está sendo estudado o uso dos sistemas antidrones Octopus, fabricados no Reino Unido, para reforçar a defesa contra os drones Shahed iranianos.
Por sua vez, autoridades do Ministério da Defesa britânico ressaltam que o conflito na Ucrânia continua sendo a prioridade para o uso dessa tecnologia, mas reconhecem a importância desses dispositivos no confronto entre EUA, Israel e Irã, onde os drones Shahed desempenham papel central.
Ordens de Trump
No sábado (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao Reino Unido que enviasse navios ao estreito de Ormuz como parte de uma flotilha global para obrigar o Irã a liberar a passagem de petróleo. O governo britânico considera enviar um navio ao Golfo Pérsico, mas ainda não há decisão final.
O possível envio dos drones interceptores pode ser visto como resposta às críticas de Trump a Starmer, que considera sua postura "fraca".
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.


