Em meio à pressão internacional sobre sua postura agressiva em relação ao Irã, a Marinha dos Estados Unidos decidiu adiar a desativação do seu porta-aviões mais antigo, o USS Nimitz (CVN-68), até março de 2027, informou o Breaking Defense no sábado (14).
Um funcionário militar revelou a decisão ao veículo na noite de sexta-feira (13), adiando os planos anteriores de colocar o navio em reserva em maio.
A extensão da vida útil do Nimitz permitirá à Marinha manter sua frota de 11 porta-aviões operacionais. A medida também coincide com a entrega prevista do novo porta-aviões da classe Ford, o John F. Kennedy, programada para março de 2027. Depois disso, o Nimitz passará pelo processo de desativação e terá seu reator nuclear desmontado nas instalações da Huntington Ingalls Industries (HII).
Historicamente, uma das primeiras missões do Nimitz foi apoiar a Operação Garra de Águia, em 1980, a tentativa fracassada de resgatar reféns americanos no Irã. A administração do então presidente Donald Trump citou essa crise como parte da justificativa para os ataques atuais contra Teerã.
Bloqueio do estreito de Ormuz
- Desde o início do ataque não provocado dos EUA e de Israel contra o Irã, os preços da energia têm apresentado grande volatilidade, especialmente devido ao fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
- A situação provocou alta nos preços do petróleo. No domingo (8), o barril registrou uma oscilação histórica: passou dos 100 dólares e chegou a quase 120 nas primeiras horas do dia. Apesar de ter recuado depois, a instabilidade ainda persiste.
- A Guarda Revolucionária iraniana declarou na segunda-feira (9) que permitirá a passagem pelo estratégico estreito a qualquer país que expulse os embaixadores dos EUA e de Israel, informou a agência iraniana ISNA. Na quarta-feira (11), a guarda reforçou que navios dos EUA e de seus aliados não podem atravessar essa via marítima.