Crise no Estreito de Ormuz faz EUA adiarem desativação de seu porta-aviões mais antigo

Prorrogação da vida útil do navio permitirá à Marinha manter sua frota de 11 porta-aviões em operação.

Em meio à pressão internacional sobre sua postura agressiva em relação ao Irã, a Marinha dos Estados Unidos decidiu adiar a desativação do seu porta-aviões mais antigo, o USS Nimitz (CVN-68), até março de 2027, informou o Breaking Defense no sábado (14).

Um funcionário militar revelou a decisão ao veículo na noite de sexta-feira (13), adiando os planos anteriores de colocar o navio em reserva em maio.

A extensão da vida útil do Nimitz permitirá à Marinha manter sua frota de 11 porta-aviões operacionais. A medida também coincide com a entrega prevista do novo porta-aviões da classe Ford, o John F. Kennedy, programada para março de 2027. Depois disso, o Nimitz passará pelo processo de desativação e terá seu reator nuclear desmontado nas instalações da Huntington Ingalls Industries (HII).

Historicamente, uma das primeiras missões do Nimitz foi apoiar a Operação Garra de Águia, em 1980, a tentativa fracassada de resgatar reféns americanos no Irã. A administração do então presidente Donald Trump citou essa crise como parte da justificativa para os ataques atuais contra Teerã.

Bloqueio do estreito de Ormuz