
Israel enfrenta grave escassez de interceptores — Imprensa

Israel informou nesta semana aos Estados Unidos que suas reservas de interceptores de mísseis balísticos chegaram a níveis "criticamente baixos", em meio aos ataques de retaliação do Irã, reportou o portal americano Semafor no sábado (14), que cita fontes americanas.

"É algo que esperávamos e já havíamos antecipado", afirmou uma das fontes, acrescentando que Tel Aviv está buscando "soluções" para lidar com a escassez causada pela 'guerra dos 12 dias', ocorrida em junho do ano passado.
Em paralelo, a fonte ressaltou que o Exército americano não enfrenta os mesmos níveis críticos em seus estoques. "Temos tudo o que precisamos para proteger nossas bases, nosso pessoal na região e nossos interesses", disse, destacando que os EUA contam com um amplo número de sistemas de defesa antibalística THAAD, aviões de combate e interceptores de médio alcance.
Desde o início da agressão de Israel e dos EUA contra o Irã, o país lançou mais de 50 ondas de ataques com drones e mísseis contra Israel, além de instalações petrolíferas e bases americanas no Oriente Médio. Segundo a imprena, mais de 3 mil mísseis e drones foram disparados contra países do Golfo, além de centenas de ataques direcionados a Israel.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.400 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, segundo filho do falecido aiatolá, foi anunciado em 8 de março. Mojtaba se dirigiu pela primeira vez à nação com uma promessa de vingança por cada morte causada na agressão contra o povo iraniano.
As forças armadas dos EUA divulgaram um relatório após os primeiros 10 dias de operações, apontando que "mais de 5 mil alvos" teriam sido atingidos, incluindo "mais de 50" navios iranianos danificados ou destruídos. Por sua vez, as Forças Armadas iranianas relataram mais de 40 ondas de ataques contra os responsáveis pela agressão.
Enquanto Trump continua a afirmar que está "vencendo" o conflito, especialistas apontam para os custos insustentáveis de continuidade das ações militares em face das capacidades ofensivas barateadas do Irã, que levaram a preocupações de substituição de sistemas onerosos dos EUA.

