Neste sábado (14), um grupo de pessoas saiu às ruas da cidade de Morón, ao norte da província de Ciego de Ávila, para reclamar da situação energética que a ilha enfrenta e do acesso a alimentos, informa o portal Cubadebate.
A manifestação, que começou de forma pacífica, acabou resultando em atos de vandalismo contra a sede do comitê municipal do Partido Comunista de Cuba. Um grupo de manifestantes lançou pedras contra a fachada do edifício e provocou um incêndio na via pública. Outros imóveis também foram afetados. Segundo o veículo de imprensa, cinco pessoas foram detidas.
A esse respeito, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reconheceu o "mal-estar" causado entre o povo cubano pelos apagões, "consequência do bloqueio energético dos Estados Unidos, cruelmente agravado nos últimos meses". Nesse contexto, destacou que são "legítimas as queixas e reivindicações, desde que se atue com civismo e respeito à ordem pública".
"O que nunca será compreensível, justificado ou admitido é a violência e o vandalismo que atentem contra a tranquilidade dos cidadãos e a segurança de nossas instituições. Não haverá impunidade para o vandalismo e a violência", escreveu o mandatário em seu canal no Telegram.
Na sexta-feira (13), Díaz-Canel confirmou a existência de diálogos entre Havana e Washington "orientados a buscar soluções por meio do diálogo" para as diferenças bilaterais existentes entre as duas nações.