O primeiro-ministro da Bélgica, Bart de Wever, afirmou neste sábado (14) que um acordo com a Rússia é atualmente a única forma de encerrar o conflito na Ucrânia. Declaração aconteceu durante entrevista ao portal L'Echo.
Segundo De Wever, os países europeus não conseguem "intimidar" o presidente russo, Vladimir Putin, por meio do envio de armas à Ucrânia nem "asfixiar" economicamente a Rússia sem a participação dos Estados Unidos. Diante desse cenário, ele afirmou que "só resta um método: chegar a um acordo".
O premiê destacou que o fim do conflito entre Kiev e Moscou interessa diretamente à Europa. Ao mesmo tempo, defendeu que o continente fortaleça sua segurança militar.
De Wever afirmou que os países europeus devem "se esforçar para alcançar um 'modus vivendi' vigilante" com a Rússia e trabalhar pela normalização das relações. Segundo ele, essa medida também permitiria recuperar o acesso a energia barata.
"É senso comum. Em privado, os líderes europeus me dizem que tenho razão, mas ninguém se atreve a dizer isso em voz alta", declarou o primeiro-ministro.
- O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou repetidamente que seu país está empenhado em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, ele enfatizou que, em primeiro lugar, é preciso garantir a segurança da Rússia a longo prazo; por isso, é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou percebe como uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta de Moscou prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022) e que reconheça esses territórios, bem como a Crimeia e Sebastopol, como parte da Federação da Rússia. Além disso, deve ser garantida a neutralidade, o não alinhamento, bem como a desnuclearização, a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.